Miliciano mudou de esconderijo na véspera de sua morte, diz fazendeiro

Dono na fazenda onde o ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da
Nóbrega,acusado de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle
Franco,ficou escondido por meses antes de ser morto em ação policial neste
domingo (9), Leandro Abreu Guimarães, revelou, em depoimento na Delegacia de
Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), detalhes sobre a véspera da
operação policial que culminou na morte do miliciano.
"Aquele (Adriano) exigiu sob ameaça de morte ao
interrogado e familiares, que o interrogado o levasse a um dos sítios que o
mesmo tinha visitado, tendo o interrogado atendido aquele, deixando-o no sítio,
onde aquele reiterou as ameaças para que o interrogado não declarasse a
localização do mesmo para ninguém".
Em outro trecho, citou também ter visto Adriano nervoso
na véspera da operação policial: "na data de ontem (8 de fevereiro) o
interrogado viu Adriano teclando no aparelho celular e mostrava-se bastante
nervoso". O fazendeiro perguntou o que estava acontecendo e o ex-capitão
do Bope, então, o ameaçou exigindo ser levado para o sítio.
O fazendeiro está preso por causa de armas encontradas em
sua pripriedade, local onde Adriano ficou escondido durante três meses. Leandro
informou a polícia ter conhecido o ex-militar em vaquejadas na Bahia e em
Sergipe. Declarou ainda que Adriano chegou à Esplanada com a família dizendo
estar de férias, no fim de 2019. Adriano teria pedido para conhecer
propriedades na região, afirmando está interessado na compra.
Fonte: Bahia Notícias





