Datafolha: Bolsonaro lidera em cenário sem Lula, mas perde de todos concorrentes em segundo turno
A mais
recente pesquisa Datafolha, divulgada na noite de hoje (10), é a primeira após
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar a candidatura do líder de todas as
pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também foi a
primeira após a facada contra o então segundo lugar, deputado Jair Bolsonaro
(PSL). O parlamentar de extrema-direita lidera com 24% das intenções de voto.
Atrás
de Bolsonaro, aparece o candidato do PDT, Ciro Gomes, com 13% das intenções de
voto, seguido por Marina Silva (Rede), com 11%, Geraldo Alckmin (PSDB), 10%.
Fernando Haddad (PT), com 9% – ainda não ratificado como substituto de
Lula, o petista foi quem mais cresceu, pois tinha 4% na pesquisa de 20 de
agosto. Ciro subiu três pontos, Marina caiu cinco e Alckmin ficou estável.
Álvaro
Dias (Pode), João Amoedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB), estão com 3%.
Guilherme Boulos (Psol), Vera (PSTU) e Cabo Daciolo (Patri), fecham o ranking
dos candidatos que pontuam, com 1% cada. A margem de erro da pesquisa é de dois
pontos percentuais para mais ou para menos.
Comparando
com o cenário da última pesquisa, Bolsonaro oscilou de 22% para 24%, um
crescimento discreto, mesmo após sofrer o atentado em Juiz de Fora (MG) na
sexta-feira (7). Um possível teto de eleitores do parlamentar, defensor de
ideias de ódio, é expresso pela alta rejeição. Bolsonaro é o candidato com
maior reprovação dentro de todo o cenário. Dos entrevistados, 43% não votariam
nunca no carioca (eram 39%).
A
rejeição de Bolsonaro é mais forte entre mulheres (49%), entre os jovens (55%),
entre aqueles que possuem ensino superior completo (48%) e os nordestinos
(51%). Tal rejeição ampla é expressa nos cenários de segundo turno, em que
Bolsonaro sai perdedor em todos os casos. Contra Marina, 43% a 37%; contra
Ciro, 45% a 35%; contra Haddad, 39% a 38%; contra Alckmin, 43% a 34%.
Em
outros cenários possíveis para o segundo turno, Ciro ganha de Alckmin de 39% a
35%; Marina ganha de Alckmin de 38% a 37%; Alckmin ganha de Haddad de 43% a
29%; Ciro ganha de Marina de 41% a 35%; Marina ganha de Haddad de 42% a 31%.






