Vigília no ABC continua. 'É só o começo', diz presidente da CUT
Em meio a boatos sobre a prisão do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um acordo ou a resistência,
representantes dos movimentos sociais afirmaram neste final de tarde que a
vigília diante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, vai continuar.
"É só o começo. Temos que permanecer aqui", disse o presidente da
CUT, Vagner Freitas. "Estamos construindo uma vitória importante."
O dirigente não garantiu que Lula fará
um pronunciamento. Ele informou que neste sábado (7), a partir das 9h30, haverá
uma missa no sindicato em memória da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que
morreu há pouco mais de um ano – ela completaria 68 anos amanhã.
Por volta de 17h45, a presidenta
nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que não há qualquer
afronta a uma decisão judicial. Mas afirmou também que não se pode ficar de
cabeça baixa, como "gado a caminho do matadouro". E agradeceu aos
manifestantes que cercam a sede do sindicato: "Recebam o abraço e a
gratidão do presidente Lula". Exatamente às 18h, o ex-presidente apareceu
na janela para saudar a multidão. Pouco antes, Gleisi disse a jornalistas:
"Estamos aqui, sob o olhar do mundo".
Depois da senadora, falaram o
presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, e o presidente estadual do
PT, Luiz Marinho. Dois pré-candidatos à Presidência da República subiram
ao caminhão de som, Manuela d´Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol). A deputada
gaúcha afirmou que São Bernardo, neste momento, é o lugar de defesa da
liberdade.
Boulos reforçou, lembrando da
intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos em 1980, ainda na ditadura, quando
Lula, então presidente da entidade, também foi preso. "Novamente São Bernardo
do Campo é a capital da resistência democrática ano país", afirmou,
acrescentando que não há descumprimento de ordem judicial. "Até porque se
alguém rasgou a Constituição neste país foi quem condenou sem prova, que quis
determinar prisão sem trânsito em julgado. Estamos aqui para garantir a
Constituição", disse Boulos, também questionando quem considera Lula um
foragido da Justiça: "Nunca vi um foragido que o Brasil todo sabe onde é
que tá".
"Queremos reafirmar o compromisso
da resistência política de continuar aqui no sindicato, fazendo a nossa
manifestação, fazendo a defesa do presidente lula", reforçou o líder do
MST (sem-terra) João Paulo Rodrigues. "Queremos reafirmar que o presidente
está num lugar público, está na casa do trabalhador, que é o sindicato."
Ele também reagiu ao que chamou de "fofocas" que estariam circulando
na internet: "O presidente Lula está super bem".
Fonte: Rede Brasil Atual





