O Brasil sob o manto da corrupção
* Por Irlando Oliveira
Acompanhando os últimos
acontecimentos políticos no Brasil, derredor da mácula decorrente da corrupção
que se tornou hábito e costume por parte da maioria daqueles que conquistam
cargos eletivos nos poderes executivos e legislativos, nas esferas municipal,
estadual e federal, inferimos que urge a necessidade de repensarmos o modelo
sobretudo das atuais campanhas políticas. Sabemos que a democracia enseja tal
modelo, contudo o mesmo favorece o "toma lá, dá cá", já que, a
começar pelas pequenas cidades, o nível das campanhas é simplesmente medonho,
onde candidatos e eleitores já estabelecem seus "pactos".
Ora, se na esfera municipal o modelo
já é espúrio, imaginemos nas demais! É preciso que se diga que o atual modelo
concorre para a corrupção que tanto tem sido combatida, agora mais
veementemente com a Operação Lava Jato. Os movimentos sociais que eclodem nos
quatro cantos do pais e pugnam pela probidade, via de consequência pela
honradez e pela moral, no campo político, são extremamente necessários, mas,
aliado a isso, temos que lutar também contra o modelo das campanhas, pois aí -
pensamos - é que reside a gênese de todo o mal da nossa política.
Através da Operação Lava Jato,
estima-se a recuperação de quase R$ 4 bilhões para o erário da União. É uma
cifra exorbitante, a qual poderia estar sendo canalizada para benefícios
sociais, num país marcado pela desigualdade e pela pobreza, com uma carga
tributária escorchante.
Que desses movimentos sociais possa
ser extraído o combustível necessário para fortalecer o Judiciário e o
Ministério Público Federal, principalmente, a fim de que não cessem as
investigações imprescindíveis ao desfecho dessa mega operação, a qual ficará
registrada nos anais da história desse país, o qual está ainda em
desenvolvimento graças a essa escória de políticos, cujos objetivos são
tão-somente de se locupletarem, em detrimento dos reais anseios da nação.
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* Irlando Lino Magalhães Oliveira é
Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Major do QOPM, atual
Comandante da 46ª CIPM/Livramento de Nossa Senhora, e Especialista em Gestão da
Segurança Pública e Direitos Humanos.




