“Rui Costa surpreende nos primeiros dias de governo”, um artigo de Glauber Magalhães
Rui administra com os seus, é claro. Mas, até o momento, administra para todos.
Usar critérios técnicos ou políticos? Essa é a pergunta que todo administrador faz antes de assumir um cargo público. O sistema político brasileiro, principalmente pela quantidade exacerbada de partidos, deixa muitos gestores atordoados quando vão montar sua equipe de governo.
Rui Costa, governador da Bahia, surpreende pelo estilo implantado nos primeiros dias de sua gestão. O secretariado tem um perfil técnico, mas sem perder a capacidade de dialogar com a população e setores empresariais, com destaque para o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, que priorizou trabalhar em parceria com todos os municípios baianos, em igualdade, por meio de consórcio e não de “supostos donos da saúde do povo”.
Tais medidas, a exemplo da extinção de diversos órgãos obsoletos, geraram intensas reações de setores do próprio Partido dos Trabalhadores e outros da base, que enxergaram a vitória de Rui como um meio de perpetuarem-se no poder e não para servir às pessoas que mais necessitam.
Toda mudança (e apesar de ser do mesmo partido do antecessor Jaques Wagner, o novo governador está mostrando uma postura mais preocupada com o social), gera reações favoráveis e desfavoráveis. Todavia, ao ver que mudou para melhor, o grupo conservador, naturalmente, perde força em suas reclamações e a oposição, da mesma forma, teme em criticar algo que demonstra ser correto para os rumos do estado.
Rui administra com os seus, é claro. Mas, até o momento, administra para todos, sem perseguição, e isso poderá gerar bons frutos em todos os sentidos, inclusive o político.
A imagem desgastada do PT a nível nacional não abala a respeitabilidade do governador Rui Costa, pois este demonstra ser um homem correto, honesto e de boas intenções para com o povo baiano.
Quem pensava que já tinha governador escolhido para 2018 botou as barbas de molho, pois “o homem” mostrou que não veio para brincar, mas sim para trabalhar e gerar uma melhor qualidade de vida, tanto a quem vive na capital quanto no interior.






