Justiça rejeita denúncia do MPF contra Lula em invasão de tríplex
A
Justiça rejeitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela invasão do apartamento tríplex em
Guarujá, em abril de 2018. A decisão foi assinada pela juíza Lisa Taubemblatt,
da 6ª Vara Federal de Santos. O MPF havia acusado Lula de ter incentivado a
invasão do MTST em virtude de um discurso em 7 de abril de 2018, horas antes de
se entregar à Polícia Federal. O ex-presidente teria dito a Boulos que o MTST
poderia ocupar o imóvel. No dia 16 abril de 2018, após Lula ter iniciado o
cumprimento de sua pena, o tríplex foi invadido. “Ainda que a denúncia descreva
exatamente como o acusado convocou, instigou e estimulou os corréus a
perpetrarem a invasão do ‘Tríplex do Guarujá’, não vinculou de modo conclusivo,
necessário e determinante a conduta individual do agente ao evento delituoso”,
afirma o documento assinado pela juíza. A decisão beneficia apenas Lula.
Guilherme Boulos e os militantes do MTST Anderson Dalécio Feliciano, Andreia
Barbosa da Silva e Ediane Aparecida do Nascimento, também acusados pelo MPF,
seguem como corréus da ação. Ao apresentar denúncia, o MPF baseou-se no crime
previsto no artigo 346 do Código Penal: tirar, suprimir, destruir ou danificar
coisa em poder de terceiro por determinação judicial, cuja pena é de detenção
de seis meses a dois anos. “A mera invocação da condição de líder carismático,
sem a correspondente e objetiva descrição explícita de determinado
comportamento típico que vincule o acusado ao resultado criminoso, não
constitui fator suficientemente apto a legitimar o recebimento da peça
acusatória”, diz o documento sobre Lula. O apartamento é ponto central da ação
penal e seria uma contrapartida por um esquema de corrupção envolvendo contratos
entre a Petrobras e a empreiteira OAS.
Fonte: Por Folhapress






