Caso das malas de dinheiro em que Geddel é réu entra na última etapa antes do julgamento no STF
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato
no Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para revisão a ação penal contra o
ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) no caso dos R$ 51 milhões encontrados em
malas de dinheiro em um apartamento em Salvador (BA) em 2017. O processo foi
enviado na sexta-feira (24) ao revisor do processo, ministro Celso de Mello,
que vai elaborar um relatório. A revisão é a última fase do processo antes do
julgamento – ainda sem data definida – que definirá se Geddel é culpado ou
inocente. Ministro da Secretaria de Governo de maio a novembro de 2016, no
governo Michel Temer, Geddel está preso desde 2017 no presídio da Papuda, em
Brasília. Ele é réu junto com o irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, por
lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a Procuradoria Geral da
República (PGR), os R$ 51 milhões apreendidos em Salvador têm origem criminosa:
propinas da construtora Odebrecht; repasses do operador financeiro Lúcio
Funaro; e desvios de políticos do MDB. Quando o Supremo decidiu abrir a ação
penal, o advogado Gamil Foppel apontou falta de provas e de elementos
consistentes contra Geddel. A defesa criticou o que chamou de “nulidades”
durante o processo, como o fato de o dinheiro ter sido encontrado após denúncia
anônima e sem a identificação dos policiais que foram ao apartamento pela
primeira vez. A PGR pediu a condenação de Geddel a 80 anos de prisão. Quer
ainda que Geddel e Lúcio devolvam R$ 42,6 milhões e US$ 2,688 milhões aos
cofres públicos, por danos morais coletivos. Essa foi a quantia exata
apreendida no apartamento, conforme a Procuradoria – a conversão da parte em
dólar leva à soma de R$ 51 milhões.
Por G1.com






