Justiça bloqueia R$ 1 bilhão da Vale por risco em barragem em MG
A A 1ª
Vara Cível da Comarca de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,
determinou o bloqueio de R$1 bilhão da Vale para garantir reparação de danos
materiais causados a pessoas atingidas por evacuação na região da barragem
Vargem Grande, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação
foi proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os alertas com
barragens tiveram início após o rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do
Feijão, em Brumadinho, na mesma região de Nova Lima. Desde o desastre, que tem
217 mortos identificados e 87 pessoas desaparecidas, decisões judiciais
determinaram o bloqueio de bens no montante de R$ 18 bilhões. Foi determinado
também que a mineradora contrate, no prazo máximo de cinco dias, uma nova
auditoria técnica independente, que não tenha prestado serviço anteriormente
para a empresa, para elaborar relatório sobre a real situação da barragem. A
decisão liminar, isto é provisória, assegura também a reparação de possíveis
danos ambientais causados pelo eventual rompimento da estrutura, que está em
situação de risco. Segundo a Ação Civil Pública (ACP), a barragem tem volume de
rejeitos semelhante ao da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que se rompeu
no dia 25 de janeiro. A ação destaca que, caso a barragem tenha algum dano, a
mancha de inundação ultrapassará os limites de Nova Lima e percorrerá os
municípios de Rio Acima, Raposos, Sabará, Santa Luzia e outros. Foi deferido
também o pedido do MP para que a mineradora se abstenha de lançar rejeitos e
construir, operar, altear ou utilizar a estrutura enquanto não demonstrar a
integral estabilidade e segurança. Ainda está incluso a expedição de ofício
pela Justiça às Defesas Civis municipal e estadual informando sobre a
necessidade de suspensão das atividades do complexo e a necessidade de
evacuação das comunidades na zona de autossalvamento e na zona de impacto.
Segundo informações do MP, 14 barragens encontram-se em situação de
estabilidade semelhante à de Brumadinho, o que exige uma resposta da Justiça.
Em nota, a Vale informou que ainda não foi notificada oficialmente e adotará as
medidas cabíveis no prazo legal.




