Dodge defende arquivamento de inquérito aberto para apurar ofensas ao STF
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge,
defendeu nesta terça-feira (16) o arquivamento de inquérito aberto para apurar ofensas ao Supremo
Tribunal Federal (STF) e quer que
todos os atos praticados, como buscas e apreensões e a censura a sites, seja
anulada. No documento divulgado pelo órgão, a PGR informa sobre o arquivamento
do inquérito por conta da ilegalidade dele. “Considerando os fundamentos
constitucionais desta promoção de arquivamento, registro, como consequência,
que nenhum elemento de convicção ou prova de natureza cautelar produzida será
considerada pelo titular da ação penal ao formar sua opinio delicti. Também
como consequência do arquivamento, todas as decisões proferidas estão
automaticamente prejudicadas”, defende Dodge no documento. O inquérito, porém,
aberto pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, no mês passado, e relatado
pelo ministro Alexandre de Moraes, não tem a participação do MP e, portanto, o
órgão não pode arquivar a apuração, somente o STF. Raquel Dodge frisou, por sua
vez, que o STF não pode manter o inquérito. “O sistema penal acusatório
estabelece a intransponível separação de funções na persecução criminal: um
órgão acusa, outro defende e outro julga. Não admite que o órgão que julgue
seja o mesmo que investigue e acuse”, diz a PGR.






