Temer vira réu no caso de ex-assessor flagrado com mala de R$ 500 mil da JBS
O juiz da 15ª Vara da da Justiça Federal em Brasília ,
Rodrigo Bentemuller, acolheu denúncia do Ministério Público e com isso o
ex-presidente Michel Temer se tornou réu por corrupção passiva no caso da mala
de R$ 500 mil da JBS. Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, já é réu no
mesmo processo, por ter recebido a mala do ex-executivo da J&F Ricardo
Saud. Para o MP, os R$ 500 mil eram propina, e Temer era o destinatário do
dinheiro. O ex-presidente sempre negou. O juiz atendeu ao pedido do Ministério
Público Federal em Brasília. O procurador Carlos Henrique Martins Lima havia
ratificado a denúncia contra Temer e solicitado que ele passasse a responder a
uma ação penal. Na decisão, à qual a TV Globo teve acesso, o juiz afirma :
“Verifico que há substrato probatório mínimo que sustenta a inicial acusatória,
existindo, portanto, justa causa para a deflagração da ação penal”. Em 2017,
quando ainda estava no mandato, Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da
República (PGR) no caso em que Rodrigo Rocha Loures, então assessor especial da
Presidência, foi flagrado pela Polícia Federal recebendo de um integrante da
J&F uma mala com R$ 500 mil. Segundo a denúncia, o dinheiro era propina da
empresa para o grupo político de Temer. Desde que as investigações começaram, o
ex-presidente e a defesa dele têm negado envolvimento com irregularidades e
afirmado que o dinheiro não era para ele. Quando a PGR denunciou Temer, a
Câmara analisou o caso – conforme prevê a Constituição – e rejeitou o
prosseguimento do processo para o Supremo Tribunal Federal. Com a decisão, a
denúncia ficou parada na Justiça, à espera do término do mandato de Temer, que
implicaria o fim do direito dele ao foro privilegiado, pelo qual ele só podia
responder a processo no STF. Depois que Temer deixou a Presidência, o caso foi
transferido para a Justiça Federal de Brasília






