PT pede que Rosa antecipe pronunciamento; campanha de Bolsonaro sugere ‘câmara de conciliação’
A 11 dias do
segundo turno das eleições 2018, as campanhas de Fernando Haddad (PT) e Jair
Bolsonaro (PSL) apresentaram na noite desta quarta-feira, 17, sugestões à
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, para
acalmar os ânimos nas ruas e evitar o excesso de judicialização em torno das
propagandas veiculadas no horário eleitoral.
Em cerca de duas
horas de reunião, o PT pediu à ministra Rosa Weber que antecipe o
pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão – que está previsto para a
véspera do segundo turno – e envie uma mensagem de serenidade aos eleitores,
ressaltando a confiabilidade das urnas eletrônicas e pedindo que o segundo
turno “seja uma eleição de paz”. “Em nome da Justiça Eleitoral, pelo bom senso,
não é possível tanta agressividade numa campanha”, disse Emídio de Souza, um
dos coordenadores da campanha de Haddad. “O que ameaça esta eleição não é a
urna eletrônica, é a disseminação de notícias falsas no submundo da internet.
Há uma fábrica de fake news, isso não é espontâneo. Isso é em escala
industrial, é preciso descobrir onde é essa fábrica e punir exemplarmente quem
dissemina mentiras com ela”, completou Emídio.
A campanha de Jair
Bolsonaro, por sua vez, propôs à presidente do TSE que seja criada uma espécie
de “câmara de conciliação” envolvendo as duas campanhas e os três ministros do
TSE que cuidam de questões de propaganda: Carlos Horbach, Sérgio Banhos e Luís
Felipe Salomão. A ideia dos advogados de Bolsonaro é a de que, caso alguma
campanha questione algum ponto da publicidade do adversário, isso possa ser
discutido entre as duas candidaturas e se chegue a um acordo, antes de se
entrar com uma representação no TSE. “Vamos submeter (as propostas) às
lideranças políticas”, avisou o advogado Tiago Ayres, que atua para a campanha
de Bolsonaro. O PSL não enviou nenhum representante para a reunião no TSE.
Os advogados
eleitorais de Bolsonaro e de Haddad informaram a imprensa que a ministra Rosa
Weber pediu serenidade dos dois lados e que ela ficou de estudar as propostas.
A presidente do TSE não conversou com jornalistas depois da reunião, que também
contou com a presença dos ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.
Estadão






