Congresso tem 229 propostas para mudar lei do desarmamento
Prestes a completar quinze anos de validade no fim deste ano, a Lei
10.826, conhecida como Estatuto do Desarmamento, está no centro de 229 projetos
de lei apresentados no Congresso Nacional. A maior parte (103, ou 45% do total)
foi apresentada na atual legislatura, iniciada em fevereiro de 2015. De acordo
com a Veja, o levantamento foi feito a partir de dados do InteliGov, plataforma
de monitoramento da atividade legislativa e inteligência em relações
governamentais. Devido a alterações aprovadas pelo Legislativo e portarias do
governo federal, a lei que vigora hoje já é uma versão muito mais flexível do
que a que entrou em vigor em outubro de 2003. O ambiente de trabalho passou a
ser aceito como local de posse e foram incluídas na lista de autorização novas
categorias profissionais, como agente penitenciário. As mudanças também
reduziram a burocracia para o porte. Mas a principal alteração está pronta para
entrar na pauta da Câmara e reverter, em definitivo, a legislação. Na prática,
o Projeto de Lei 3.722/2012, proposto pelo deputado Rogério Peninha Mendonça
(MDB-SC), prevê a revogação do Estatuto do Desarmamento: para conseguir um
certificado de porte de arma de fogo, o cidadão precisaria apenas ser maior de
21 anos, comprovar ocupação financeira lícita e condições técnicas e
psicológicas de manusear o equipamento. Hoje, o porte é restrito a poucas
categorias profissionais, em especial àquelas ligadas à segurança pública e às
Forças Armadas. O texto que aguarda a posição do presidente da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), para entrar em pauta é uma versão já bem diferente da original,
um substitutivo elaborado em 2015 por uma comissão especial que acrescentou
elementos de outros 46 projetos em tramitação na Casa. Parada para votação no
plenário há 443 dias, segundo o InteliGov, a proposta deve entrar em discussão
no Congresso no bojo de outros projetos relacionados ao endurecimento de leis
penais.





