PT é o partido preferido de 19% do eleitorado. MDB, PSDB e DEM somam 14%
Pesquisa também revelou que maioria do
eleitorado está pessimista ou apreensiva com as eleições deste ano. E mais
preocupada com transformações sociais
O PT, vitorioso nas últimas quatro eleições presidenciais, é
apontado como o partido preferido de 19% da população e lidera, com
folga, pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça (13). Em
segundo nas preferências, está o MDB, do presidente Michel Temer, com 7%,
seguido pelo PSDB, que conta com a simpatia de 6% do eleitorado. Na quarta
colocação, aparece o Psol, com 2%. Outros 11 partidos – DEM, PCdoB, PDT, PR,
PPS, PSB, PSC, PSD, PTB, PV e Novo – registraram apenas 1% de apoio.
As
demais agremiações partidárias, juntas, somaram 3%. A maior parcela (48%)
afirmou não ter preferência por nenhum partido, e 5% não responderam. Em
relação às eleições de outubro, 44% dizem estar pessimistas, 20% estão
otimistas, 23%, impassíveis e 13% não sabem o que esperar ou não
responderam.
A
pesquisa, intitulada Retratos da Sociedade Brasileira, que
procurou identificar perspectivas para as eleições presidenciais deste ano,
revela também que a escolha de deputados e senadores alinhados
politicamente com candidato do Executivo tende a fazer mais sentido para os
eleitores com menor grau de instrução.
O
levantamento também aponta que 44% esperam por mudanças sociais, no próximo
mandato, enquanto 32% defendem o combate à corrupção como prioridade. Questões
como desemprego e inflação aparecem em terceiro lugar nas preocupações dos
eleitores.
As
mulheres (50%) estão mais preocupadas com as transformações sociais, com
melhoria nas áreas de saúde, educação, desigualdade social e segurança, do que
os homens (39%). Já eles estão mais atentos do que elas na punição aos
corruptos (38% contra 27%).
Os
mais jovens também são os mais preocupados com melhorias nas condições sociais
da população, enquanto os mais velhos tendem a estarem mais atentos ao tema da
moralização da política. A estabilidade econômica aparece como prioridade
entre a população mais instruída, enquanto aqueles com menor grau de instrução
citaram a corrupção.
O
levantamento também registrou que, quanto menor o nível de escolaridade, maior
a tendência para votar em um candidato rotulado como "não político",
enquanto os eleitores com nível superior tendem a discordar dessa ideia.
Por
outro lado, os eleitores em sua maioria (62%) consideram muito importante que o
candidato à Presidência tenha experiência/trajetória na política, e 72% também
afirmam considerar como relevante passagens anteriores por outros postos, como
prefeito ou governador.






