Janot pede ao STF anulação de trechos da reforma trabalhista
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou
no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade
(ADI) contra alguns dispositivos da lei da reforma trabalhista, sancionada em julho
e que passa a valer a partir de novembro. A ação foi protocolada na última
sexta-feira (25), mas divulgada ontem (28).
Segundo
Janot, o projeto de "reforma" que alterou mais de 100 pontos da
Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), fere, por exemplo, a garantia
constitucional do acesso gratuito à Justiça, pois determina que o trabalhador,
caso derrotado, tenha que arcar com as custas do processo trabalhista.
"Com
propósito desregulamentador e declarado objetivo de reduzir o número de
demandas perante a Justiça do Trabalho, a legislação avançou sobre garantias
processuais e viola direito fundamental dos trabalhadores pobres à gratuidade
judiciária, como pressuposto de acesso à jurisdição trabalhista", escreveu
o procurador-geral da República.
Segundo
o texto da reforma, só podem acionara a Justiça gratuita aqueles que recebem
até dois salários mínimos ou que, mesmo com salário acima disso, declarem que o
pagamento das custas processuais pode prejudicar o sustento próprio ou da família.
Na
ADI, Janot pede que seja concedida uma decisão liminar (provisória) para
suspender de imediato os trechos da reforma trabalhista que preveem a
possibilidade de que, mesmo atendendo aos critérios de acesso à Justiça
gratuita, o derrotado numa ação trabalhista seja obrigado a arcar com as custas
do processo.
Fonte: rede Brasil Atual






