Corrupção eleitoral é mais grave que enriquecimento ilícito, diz Sérgio Moro
Em palestra no sábado (08), o juiz federal
Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira
instância, defendeu que corrupção eleitoral é ainda mais grave que
enriquecimento ilícito. Moro participou da terceira edição do evento Brazil
Conference 2017, promovido pela Universidade Harvard e pelo Instituto de
Tecnologia de Massachusetts na cidade de Cambridge (MIT), nos Estados Unidos.
Horas antes, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também discursou – e se
recusou a responder perguntas sobre o juiz federal. O juiz da Lava Jato começou
a palestra dizendo que relutou em aceitar o convite do evento, pois “o trabalho
está muito puxado”. E seguiu com considerações sobre as origens da corrupção no
país: “Não dá para dizer que todo mundo é corrupto no Brasil, mas o caso
impacta em muito o País. Por mais que o fenômeno seja amplo, reiterado e pareça
como condição natural, doença dos trópicos, é evidente que ele é produto de uma
fraqueza cultural e institucional”. Para Moro, o combate à corrupção tem
avançado devido, sobretudo, à disposição do Judiciário de não varrer mais nada
para baixo do tapete. Mas ele enfatizou que os demais poderes precisam se
mexer: “Falta uma atuação mais incisiva do Congresso e do Executivo. E essas
propostas de anistia não ajudam”. O juiz avaliou que a série de
escândalos não envergonha o país, desde que os casos sejam trazidos à Justiça.
“A exposição da corrupção publica é uma honra para a nação. A vergonha existe
na tolerância, não na correção”, comentou, fazendo referência a uma declaração
do presidente americano Theodore Roosevelt. As informações são da Veja.






