Rio do Pires: Recusa ao voto e política em descrédito levam à eleição de representantes ilegítimos
A
desatenção das autoridades responsáveis pela condução do sistema político
nacional ao movimento das urnas revela muito mais o apego à aparência de
normalidade eleitoral do que à essência da crise maior de legitimidade do atual
regime de democracia eleitoral. O principal aspecto político a ser realçado das
recentes eleições municipais não foi o seu controverso resultado, mas o elevado
grau de alienação.
Por alienação eleitoral
compreende-se o peso relativo da somatória das ausências dos eleitores
(abstenções) e dos votos nulos e brancos, apontando para uma desestruturação do
sistema político brasileiro. Em geral, as abstenções diferem-se dos votos
brancos e nulos, posto que vão desde os custos do comparecimento à
desconfiança, bem como à condição de protesto frente ao descrédito do sistema
político. Mesmo assim, considerando-se o crescimento do fenômeno da alienação
eleitoral ano após ano, o esvaziamento da participação eleitoral se apresenta
seriamente preocupante.
Além
disso, o impedimento ao financiamento empresarial, sem a alternativa ampliada
do financiamento público, facilitou, em alguns casos, o uso da máquina
(municipal ou estadual) por candidatos à reeleição ou apoiados, bem como o extravasamento de fontes ilegais, inclusive do crime
organizado, Rio do Pires não foi diferente, a compra de votos ocorreram de maneria assustadora e os políticos usaram estrategias de segurar os documentos para o eleitor não votar, por isso o nível de não comparecimento é tão alto, se não houver uma investigação por parte do Ministério Publico Estadual ou Federal, aqueles que estão no Poder não vai sair por tão cedo.
Eleitores: (10 365)
Votos válidos (8.008)
votos brancos (70)
votos nulos (268)
Abstenção (2.019)
Fonte: Rede Brasil com Alterações RP NET






