Lava Jato e nova lei de campanha secam financiamento eleitoral
A campanha eleitoral de 2016 deve ser marcada
pela escassez de recursos, graças à combinação de fatores como a crise
econômica, a proibição de doações de empresas e o impacto da Operação Lava
Jato. Para políticos e marqueteiros, a previsão de cortes drásticos de custos
representa o colapso de um modelo de “mercado” que cresceu sem parar nas
últimas três décadas. Nas eleições municipais de 2012, quase 80% dos gastos
foram financiados por empresas, que também eram responsáveis por doações
significativas aos partidos em anos não eleitorais. Essa fonte secou antes
mesmo da proibição do financiamento empresarial, determinada pelo Supremo
Tribunal Federal e acolhida pelo Congresso no fim do ano passado. De acordo com
o Estadão, a mudança nas regras das campanhas políticas também afugentou
estrelas do mercado publicitário e abriu espaço para uma nova geração de
marqueteiros, dispostos a trabalhar mais e receber menos. Profissionais de
renome como Nelson Biondi, Duda Mendonça e Luís Gonzalez optaram por ficar fora
do pleito municipal deste ano. Biondi afirmou que pretende se resguardar para a
campanha presidencial de 2018, quando espera que as leis em vigor agora sejam
modificadas. “Culturalmente é difícil haver doação de pessoa física. Essa nova
regra é um teste. Não acredito que ela seguirá valendo em






