Eleições 2016: municípios já não podem conceder aumento real a servidores
A partir de hoje (5), os municípios não podem
conceder aumento real (acima da inflação) ao funcionalismo público. A
proibição, prevista na Lei 9.504 de 1997, que regula as eleições no país,
começa a vigorar seis meses antes do pleito e vale até a posse dos eleitos. O
advogado João Fernando Lopes de Carvalho, especialista em direito eleitoral,
diz que a intenção é que o reajuste não seja usado como instrumento nas
eleições. “A ideia é impedir promessas ou algum incentivo a favor de candidatos
que estejam disputando a reeleição ou tenham apoio do outro [que está exercendo
o mandato]”, afirma Carvalho. Segundo ele, a medida este ano só atinge os
servidores municipais. "A lei prevê que a proibição é na circunscrição do
pleito". Em julho, quando faltarão três meses para a eleição, as regras
ficarão mais restritas: não será permitido nomear, contratar, demitir, exonerar
ou transferir servidor público, exceto em alguns casos. O advogado diz que as
exceções abrangem casos emergenciais, ou concurso público feito anteriormente.
"Poderão ser contratados servidores para serviços urgentes, inadiáveis,
devidamente justificados. Ou então, aqueles já aprovados em concurso público
antes da eleição". Nesses casos, de acordo com o calendário eleitoral de
2016 divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado do concurso
deve ter sido homologado até 2 de julho. Também é permitido, nesses três meses,
nomear ou exonerar ocupantes de cargos em comissão, bem como transferir ou
remover militares, policiais civis e agentes penitenciários. A lei prevê ainda
que nos três meses que antecedem as eleições têm de ser suspensas as
transferências voluntárias de recursos da União e dos estados aos municípios.
As transferências só serão permitidas se destinadas a cumprir obrigação
preexistente para execução de obra ou serviço, ou a atender situações de
emergência e calamidade pública