Rui critica Sérgio Moro e sobe o tom em defesa de Dilma e Lula
Um dia após
pedir serenidade diante do momento crítico que o país vive na política e na
economia, o governador da Bahia, Rui Costa (PT) voltou a defender equilíbrio na
resolução dos impasses. Em seu discurso, ao lado da presidente Dilma Rousseff
(PT) e do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, Rui defendeu o governo petista
e teceu duras críticas ao juiz federal Sérgio Moro, à oposição, à elite e até a
parte da imprensa. “Infelizmente, a história do Brasil se repete de uma forma
triste, onde parte da elite brasileira, alguns veículos de comunicação, e dessa
vez contando com a militância partidária de quem deveria ser o guardião da
Constituição, da lei, tentam dar um golpe de estado em nosso país”, disse o
petista. Segundo o governador, a oposição, aliada à elite, não se conforma com
os avanços que as gestões petistas de Lula e Dilma teriam promovido no país.
“Eles não aceitam que o dinheiro dos tributos sejam para dar casa ao pobre, a
quem precisa. Eles não aceitam que filho de empregada doméstica, filho de
agricultor, filho de operário esteja ocupando uma vaga na universidade federal
de cada estado. A cabeça deles é da época escravocrata. Eles não se conformam
de ver um filho da empregada doméstica pegar um canudo de médico, de
engenheiro, de sociólogo, de economista. Eles não se conformam de ter gente
pobre sentada no lado deles no avião para viajar para qualquer lugar desse
país”, elencou. Ao falar sobre a divulgação das gravações das interceptações
telefônicas do ex-presidente Lula com a presidente Dilma, Rui adotou um tom
inflamado contra Moro, responsável pela Lava Jato e por ter autorizado o grampo
do líder petista, e elogiou a Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA)
pelo posicionamento diante do fato. “Quero parabenizar aqui a OAB da Bahia que
deliberou por considerar um crime a decisão do juiz que fez grampo ilegal no
Brasil para a presidente da República. [...] É preciso serenidade, é preciso respeito
à Constituição desse país. Nessa ideia, o Supremo Tribunal Federal, o guardião
da legislação, é chamado a defendê-la. Não é possível que alguns troquem a
carteirinha de juiz pela de filiação partidária desse ou daquele partido
político”, disse.
Fonte: Política Livre