Jaques Wagner e Acm Neto fecham acordo de bastidores para evitar ataques sobre caso Banco Master
Em meio ao avanço das
articulações para as eleições na Bahia, um acordo silencioso firmado nos
bastidores revela o nível de tensão entre os principais grupos políticos do
estado. Aliados do senador Jaques Wagner (PT/BA), e do ex-prefeito de Salvador
ACM Neto (UNIÃO), decidiram não explorar, durante a campanha, as citações
envolvendo o caso Banco Master.
A estratégia surge após a
exposição de repasses financeiros e conexões indiretas que atingiram os dois
campos políticos. Embora ambos neguem qualquer irregularidade, o episódio
passou a representar um risco concreto de desgaste eleitoral.
ACM Neto volta ao cenário como
candidato ao governo da Bahia, enquanto Wagner atua diretamente na sustentação
do grupo governista, com apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues. O acordo,
ainda que não oficial, indica uma tentativa clara de controle de danos e de
preservação de capital político.
Nos bastidores, a leitura é
pragmática: evitar o confronto direto sobre o tema impede que o caso ganhe
ainda mais tração durante a campanha e contamine o debate público.
ANÁLISE DA GABI:
Não tem acordo certo que consiga abafar esse escândalo do caso Banco Master.
Quando um episódio com potencial de atingir diferentes espectros políticos
entra no radar público, ele deixa de ser controlado por estratégias de
campanha.
O silêncio pode até reduzir o
ruído momentâneo, mas não elimina o impacto. Pelo contrário: pode alimentar
ainda mais desconfiança.
A tentativa de blindagem revela
um ponto em comum entre adversários históricos — o receio de que o caso
ultrapasse o campo político e se transforme em fator decisivo nas urnas.
Na prática, o acordo existe. Mas
o desgaste também. E esse, dificilmente, ficará fora da disputa.





