‘Não vale garantir a economia com perda de vidas’, diz Rodrigo Maia ao rebater críticas de Bolsonaro
A crise do coronavírus no país deixou mais
explícita a turbulenta relação do Palácio do Planalto com o Congresso. O
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rebateu as críticas feitas ontem
pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pelo impacto na economia de
medidas duras que governadores têm adotado no combate à doença. “Precisamos
priorizar as vidas”, reagiu Maia. Questionado, no final da noite de ontem,
sobre a decisão do governo de pedir a decretação de calamidade pública, o
presidente da Câmara disse apoiar a iniciativa e prometeu celeridade na
tramitação da matéria na Casa. Classificando a atual crise como “um tsunami”,
Maia voltou a dizer que tanto ele, quanto o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (DEM-AP), estão abertos ao diálogo. Questionado sobre a decisão de
não parar as atividades do Congresso [mesmo diante do avanço da pandemia
do coronavírus], Maia afirmou que “o Congresso é parte da solução da redução de
danos que essa crise traz para o Brasil. O Brasil é uma democracia. Se o
Parlamento se omite da sua responsabilidade, o que a sociedade vai imaginar?
Que vai estar completamente desprotegida. O Parlamento não vai fechar. Fechou,
infelizmente, na ditadura e não fechará nunca mais.”






