Brasil: paraíso da corrupção
Ultimamente, das manchetes
apresentadas pelos inúmeros periódicos, diariamente, nos quatro cantos deste
país de dimensões colossais, uma tem nos chamado a atenção: a corrupção. Jamais
tivemos acesso a informações do estabelecimento de conluios políticos com
empreiteiras renomadas, como na atualidade. Ao que parece, a Operação Lava Jato
alavancou tudo isso, dando-nos uma real dimensão da malversação dos recursos
públicos e do locupletamento daqueles que foram eleitos - em tese - para se
promover e fomentar o social, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros.
Os governos tucanos agora são alvos
de investigações de envolvimento em conchavos articulados com empreiteiras
“famosas” no cenário internacional, envolvendo cifras superiores a R$ 10
bilhões, nesses últimos anos. São escândalos e mais escândalos! O país sendo
projetado na comunidade internacional como o paraíso da corrupção! E isso tudo
veio à tona graças aos chamados “acordos de leniência” da nossa Justiça, ou
seja, através da delação, os criminosos têm suas penas atenuadas, caso sejam
sentenciados.
Essa corrupção, arraigada sobretudo
na estrutura política do Brasil, tem concorrido para o posicionar na lanterna
do ranking de IDH no panorama internacional, em razão da mazela social em que
se encontra. São recursos públicos que deveriam ser destinados ao bem comum, da
coletividade, suavizando a vida de milhões de brasileiros, mas que apenas são
canalizados para o favorecimento daqueles que já andam na abastança.
Lamentavelmente!
Ou se combate, veementemente, o
câncer da corrupção no país, ou jamais alcançaremos o tão almejado
desenvolvimento. A corrupção tem se apresentado como verdadeiro empeço para o
crescimento do Brasil, e isto tem acontecido graças à impunidade que sempre
caracterizou os desfechos judiciais dos primeiros casos identificados. Somente
agora é que estamos vendo o guante da Justiça sendo colocado em prática ante
tais casos, com condenações sem precedentes na nossa história, envolvendo
integrantes dos três poderes, até mesmo do Ministério Público, como também de
executivos de algumas mega empreiteiras.
Essa perseguição a esses facínoras
que vêm lesando o país não deve ser arrefecida. Pelo contrário, deve ser
recrudescida! Cada sentença e cumprimento da pena deve servir de exemplo, como
forma de se evitar que a “sangria” da corrupção tome corpo no Brasil. É
revoltante sermos submetidos a uma carga tributária pesada, sem retorno
palpável de quase nada, e ainda termos que pagar por serviços essenciais que
deveriam ser disponibilizados pela nação, com a devida qualidade que
necessitamos e merecemos.
Fonte da imagem:
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* Irlando Lino Magalhães Oliveira é
Oficial da Polícia Militar da Bahia, no posto de Tenente-Coronel, escritor,
ensaísta e especialista em gestão da segurança pública e direitos humanos.






