Velloso recusa convite para o Ministério da Justiça
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Carlos Velloso recusou nesta sexta-feira, 17, o convite do presidente Michel
Temer para comandar o Ministério da Justiça. Ele havia sido escolhido para
ocupar o cargo deixado por Alexandre de Moraes, indicado para ocupar uma
cadeira no STF. Segundo interlocutores do presidente Temer, o advogado atribuiu
a decisão ao fato de continuar mantendo as atividades em seu escritório e
também à pressão da família, que teria apelado ao ex-ministro, que tem 81 anos,
para que ele não assumisse a responsabilidade. Na noite de ontem, ele havia
dito ao Estado que aguardava a resposta de clientes de seu escritório de
advocacia para dar uma resposta ao presidente sobre o covite. Segundo ele, para
que não houvesse conflito de interesse. Caso asumisse o Ministério da Justiça,
Velloso teria de deixar de atuar como advogado, seguindo o Estatuto da
Advocacia. Segundo Velloso, ele havia transmitido a Temer, às 21h30 da
quinta-feira, que estava “tentando afastar questões pertinentes a contratos”
que exigiam a participação direta dele para dar a resposta definitiva ao
presidente. A questão foi encaminhada para ser avaliada pelo setor de
compliance da multinacional. De acordo com o ex-presidente do STF, o prazo
limite combinado com Temer para a decisão era esta sexta-feira, 17. O
ex-presidente do STF afirmou na noite de quinta que só esperava a resposta
sobre o cancelamento de contrato com uma empresa internacional cliente de seu
escritório de advocacia para aceitar o convite do presidente Michel Temer para
assumir o Ministério da Justiça. “Eu quero servir o meu país”, disse Velloso ao
Estado. Caso assumisse o Ministério da Justiça, Velloso teria de deixar de
atuar como advogado, seguindo o Estatuto da Advocacia. Leia mais no Estadão.
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